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AULA ABERTA · IA NA PRÁTICA
Uma apresentação boa começa antes do slide.
Em 07/08/2026 eu sentei com a equipe para mostrar como uso IA para criar apresentações — e a conversa virou uma aula de uso de IA em geral. Na hora, eu prometi transformar a transcrição num HTML para todo mundo rever com calma. É esta página — para quem estava na aula e para quem quer começar do zero.
“Não é algo tão rápido fazer uma apresentação — eu queria mostrar os pontos que eu preparo antes.” A aula seguiu este fio: tudo que vem antes do slide é o que decide se o resultado fica bom.
01Contexto
02Skills
03Áudio
04Prompt em Markdown
05Pasta + memória
06Modo e ferramenta
07Plano em HTML
08Slides
09Revisão anti-IA
“Sua inteligência humana precisa montar o esquema antes.”Fala da aula · 07/08/2026
ORIENTAÇÃO DA AULA
A IA não tem sentidos nem memória.
A gente compara IA com estagiário, mas o problema é outro: ela não esteve na reunião, não viu o olhar de ninguém, não percebeu pela entonação que um assunto pesava mais. Tudo que ela recebe é texto. Eu vou para uma reunião e saio com percepções que ninguém falou em voz alta — a IA depende cem por cento do que eu passar para ela. Esse é o contexto que ela tem, e é por isso que a aula inteira gira em volta de uma coisa só: o que você oferece.
ORIENTAÇÃO DA AULA
Não aceite a primeira resposta.
A Anthropic fez um estudo sobre o que seria “fluência em IA” — e o principal marcador é iterar: diante do que ela respondeu, você trabalha em cima, refina, pede de novo, até chegar no insumo final. Quem manda uma mensagem e aceita o que voltou está usando o mínimo da ferramenta.
02 / CONTEXTO + SKILLS
ORIENTAÇÃO DA AULA
Se você oferece lixo, ela devolve lixo.
A IA trabalha exatamente com aquilo que a gente oferece para ela. Pouca informação, ela infere e devolve coisa aleatória. A primeira forma de oferecer contexto bom sem digitar tudo de novo a cada chat são as skills.
ORIENTAÇÃO DA AULA
O que é uma skill (sem mistério).
Skill é, literalmente, habilidade. Pensa numa habilidade sua — dirigir, por exemplo: você aprendeu uma vez e nunca mais precisou reaprender; hoje executa sem pensar no passo a passo. Com a IA é igual: skill é um pacote de contexto e instruções que ela aprende de uma vez e passa a saber fazer, sem você repetir a orientação a cada conversa.
A regra de bolso: escreveu a mesma orientação em duas conversas diferentes? Isso está pedindo para virar skill. Foi assim que as minhas nasceram — toda vez que eu pedia um layout, tinha que orientar “usa a heurística de Nielsen, faz moderno, não quebra em tela pequena…”; hoje a skill carrega tudo isso pronto. Detalhes que a turma perguntou na aula:
Instala pedindo no chat: “quero instalar a skill tal”. Instalou uma vez, está na máquina — não precisa reinstalar.
Aciona de dois jeitos: sozinha, quando a IA entende pelo contexto; ou manualmente com a barra — digite / e escolha (ela fica marcadinha no prompt).
Skill tem uma chamada curta que a IA lê para decidir se usa; só carrega o pacote inteiro quando aciona. Por isso ela economiza limite em vez de gastar.
Funciona no Claude e no GPT — e serve para outras IAs também.
Na conta compartilhada da equipe, as skills que um instala aparecem para os outros.
ORIENTAÇÃO DA AULA
As que eu uso e recomendo (referência de ago/2026).
Impeccable — deixa o design impecável: reduz erro visual, coisa quebrando, e melhora UX e copy. É uma das que eu mais uso.
Frontend Design e Taste Frontend — melhoram o gosto visual. Foram feitas para HTML e páginas, mas servem para tudo que é design. Teste as duas e veja qual encaixa em cada situação.
Humanizer — tira as marcas características de IA do seu texto.
No AI Slop — remove os padrões vagos que a IA repete sempre; eu ainda estava testando essa na época da aula.
Find Skills — da Vercel. Sem ela, a IA tende a responder “não tem no marketplace”; com ela, abre caminho para as várias skills boas que existem fora.
Nomes e disponibilidade mudam rápido — a lista é a que eu usava na data da aula.
EXEMPLO COPIÁVEL
Peça a instalação dessas skills no seu chat.
Instalar skill é conversa, não configuração: você pede no chat e ela resolve. Cole o bloco abaixo — ele já leva junto a checagem de origem que eu recomendo antes de instalar qualquer coisa.
Quero instalar estas skills nesta máquina:
- Impeccable — design impecável: menos erro visual, melhor UX e copy
- Frontend Design e Taste Frontend — gosto visual em páginas e materiais
- Humanizer — tira as marcas características de IA do texto
- No AI Slop — remove os padrões vagos que a IA repete sempre
- Find Skills — destrava a busca de skills fora do marketplace
Antes de instalar:
- Me mostre, uma por uma, o que faz e de qual repositório vem.
- Priorize as versões mais conhecidas e bem avaliadas.
- Se alguma não existir com esse nome, me avise em vez de instalar algo parecido.
Depois de instalar, liste o que ficou disponível e como eu aciono cada uma.
Instalou uma vez, fica na máquina. Se a IA disser que não encontrou nenhuma, comece instalando só a Find Skills e peça de novo.
DEMONSTRAÇÃO
Como eu avalio uma skill antes de instalar.
Na semana da aula eu vi uma imagem na internet com uma lista de skills que um cara usava. Joguei a própria imagem no chat e pedi: “busque cada uma dessas skills e me devolva uma análise em HTML — o que faz, para que serve, para que não serve, e se vale a pena eu instalar”. Ele devolveu a análise com recomendação de instalar ou pular, uma por uma. Fica a dica dupla: peça análises em formato HTML (fica visual, fácil de ler) e peça para a IA avaliar antes de você instalar qualquer coisa.
Segurança: skill é um conjunto de instruções que a IA vai obedecer — geralmente repositórios do GitHub. Prefira as famosas: uma skill pequena e desconhecida pode carregar orientação maliciosa no meio do texto que ninguém leu. É raro, mas acontece.
ORIENTAÇÃO DA AULA
Dê o estilo da marca para a IA.
Para apresentações da equipe, eu compartilhei dois insumos: a folha de estilos que eu montei à mão (antes de existir IA) com as regras que usamos, e a página da marca, que norteia cores e fontes. Mandando isso junto do pedido, a apresentação já nasce dentro do padrão — sem você descrever a marca de memória.
Vale para qualquer marca: descubra onde moram o guia, a paleta e as fontes do seu trabalho e passe isso junto do pedido. O bloco abaixo é o formato:
Use estes materiais como referência de identidade visual:
- Guia de marca / folha de estilos: [link ou arquivo anexado]
- Paleta e tipografia: [link, arquivo ou lista de cores e fontes]
- Exemplos aprovados: [um ou dois materiais que ficaram bons]
Siga essa identidade no que você produzir. Se algum elemento não estiver
coberto por esses materiais, me pergunte em vez de inventar.
Se a ferramenta não abrir links, baixe os arquivos e anexe direto na conversa.
EXEMPLO COPIÁVEL
A skill de apresentações que propus criarmos.
Quero criar uma skill de apresentações para a equipe.
## Objetivo
Padronizar como você monta apresentações para mim: narrativa clara,
visual dentro da marca e sem cara de IA.
## Insumos que vou anexar
- Modelos de apresentações que a gente gosta
- Guia/página da marca (cores, fontes)
- Regras que sempre repito
## Regras permanentes
- Nunca use borda única em cards.
- Evite labelzinhos decorativos e o trio "título + descrição + textão".
- Antes de montar, pergunte: público, objetivo e decisão esperada.
- O que variar por apresentação (público, contexto) eu passo no pedido — não fixe na skill.
## Antes de salvar
Me mostre o arquivo da skill para eu revisar. Só instale depois que eu confirmar.
Na aula essa skill ficou de ser avaliada em conjunto — este prompt é o ponto de partida.
É a dica que o pessoal gosta de me zoar — mas muda o jogo. Falando, você passa muito mais contexto, muito mais rápido. Quem está na vanguarda faz assim: tem gente da OpenAI e da Anthropic que senta, liga o modo de voz e passa dez minutos só falando orientações.
DEMONSTRAÇÃO
O ditado que eu fiz ao vivo.
Na aula eu gravei, na hora, o contexto de uma apresentação real: “é uma apresentação nova para um gerente que tem perfil DISC dominante; a gente já mostrou uma versão superficial antes; existe um problema de dados e CRM com gargalos já mapeados em documentos; quero mostrar o que fazemos hoje, os problemas, as soluções que já desenhamos e o ganho — e sair com a confirmação dele para implementar”. Falei tudo isso em segundos e virou texto pronto na tela. Se fosse digitar, levaria uma eternidade — e, quando é para valer, eu falo ainda mais detalhe.
ORIENTAÇÃO DA AULA
O tiro pela culatra: transcrição ruim.
A parte crítica é a qualidade da transcrição. Se ela pega palavras erradas, você manda contexto-lixo para a IA sem perceber. Por isso eu quase não uso o microfone nativo do chat — não acho a transcrição boa. A rotina certa: falou, dê uma lida rápida nos parágrafos, conserte a palavra sem sentido, e só então mande.
DEMONSTRAÇÃO
A ferramenta que eu uso: Wispr Flow.
Eu pago a versão completa — uns R$30 por mês (valor citado na aula, ago/2026) — e para mim vale porque uso o dia inteiro (o contador marcava 215 mil palavras ditadas). O que ela faz:
Dita em qualquer aplicativo e também grava e transcreve reuniões, identificando quem falou o quê, com resumo no final.
Dicionário personalizado: nomes que ela sempre errava, eu cadastrei e ela parou de errar.
Estilização por aplicativo: no trabalho, mais formal e pontuado; em outros lugares, mais livre.
Auto-limpeza: quando eu falo “quero isso… não, na verdade quero assado”, ela corta a mudança de ideia e deixa só a versão final.
Tem versão gratuita com limite semanal — para quem não usa muito, resolve. Na aula eu fiquei de indicar alternativas gratuitas; aqui estão elas (pesquisa posterior, 10/08/2026): o Handy, que já é usado aqui na equipe — código aberto, gratuito e ilimitado, roda 100% local no seu computador (nada vai para a nuvem) e funciona por atalho de teclado em Windows, Mac e Linux; o VoiceInk, também open source, para quem é de Mac; e o ditado nativo do sistema (Win + H no Windows; no macOS, o ditado do teclado), que já vem instalado. Na aula eu também mostrei uma alternativa que eu mesmo comecei a construir com um modelo de voz aberto, rodando local — ainda com ajustes pendentes.
“A IA trabalha exatamente com aquilo que a gente oferece para ela.”Fala da aula · 07/08/2026
Antes de gravar reunião: consentimento e destino do áudio.
Pesquisa posterior (10/08/2026): gravação de reunião envolve dado pessoal de terceiros. Avise e obtenha consentimento quando exigido, prefira ferramenta aprovada pela empresa, envie o mínimo necessário e confirme o que o fornecedor faz com o áudio (retenção e treinamento). Em dúvida com conteúdo sigiloso, pare e pergunte a quem responde por isso.
A transcrição da aula registra “WhisperFlow”; o produto é o Wispr Flow — site oficial (consultado em 10/08/2026). Recursos e preços mudam; confira antes de contratar.
04 / PROMPT EM MARKDOWN
ORIENTAÇÃO DA AULA
Caixinhas: a IA entende hierarquia.
Markdown é o básico do básico — e resolve. Uma hashtag é um título grande, duas é um título dentro dele, três é um subtítulo. Você monta caixinhas, e a IA lê como seções organizadas em vez de um textão para decifrar.
ORIENTAÇÃO DA AULA
Por que texto desestruturado dá errado.
O contexto que o modelo recebe é maior do que o seu prompt: entram as instruções de sistema do fornecedor (os guardrails — proteções sobre temas sensíveis que rodam antes de qualquer resposta), todo o histórico da conversa e a mensagem nova. E o peso não é uniforme: a IA valoriza mais o que está no início e no final; o meio vai perdendo importância — a tal degradação de contexto.
Cada frase vira tokens (um valor semântico que não é letra nem palavra) cruzados aos milhões para entender o que você disse. É por isso que ela conserta uma palavra digitada errada — e é por isso que, quanto mais coisa desestruturada de uma vez, mais ela precisa cruzar, mais difícil fica e mais fácil ela erra ou alucina. Estruturar é reduzir o esforço de adivinhação.
ORIENTAÇÃO DA AULA
A estrutura mínima que eu recomendo.
Pedido rápido pode ir de qualquer jeito. Agora, para uma apresentação, uma análise criteriosa, um estudo — organize pelo menos três caixinhas:
# Objetivo — o que você quer alcançar. Ponto importante com os modelos atuais: melhor do que definir o caminho tintim por tintim é dar o objetivo e deixar a IA propor o como — muitas vezes ela executa melhor e traz visões que você não tinha pensado.
# Contexto — as informações de base. Dentro dele, crie sub-caixinhas: ## Problemas, ## O que já existe, ## Regras.
# Limites (ou “o que não fazer”) — os vícios que você já conhece: “não seja prolixo”, “não use borda única”. Esse tipo de regra que se repete sempre, eu subo para as instruções de sistema ou para uma skill.
“Melhor do que definir todo o caminho, tintim por tintim: dá pra ele um objetivo.”Fala da aula · 07/08/2026
ORIENTAÇÃO DA AULA
Power Prompt: o prompt em dois passes.
Quando eu tenho mais tempo, ou preciso de qualidade extrema, eu faço assim:
Falo tudo desestruturado mesmo — despejo o contexto inteiro por áudio.
No início, aviso: “isto é uma transcrição e pode conter erros de palavras; entenda o contexto todo e, se tiver dúvidas, me faça perguntas”. Pedir perguntas é algo que eu faço muito — é onde ela pega o que não fez sentido ou o que eu mudei de ideia no meio.
No final, peço: “agora ajuste isso como um Power Prompt para atingir os objetivos que eu especifiquei”.
Ela organiza tudo, pergunta o que ficou confuso e devolve o prompt estruturado para você executar. “Power Prompt” foi um conceito que o Google cunhou — pode chamar de prompt estruturado, o nome não importa. Só lembre: se pedir, leia o prompt gerado antes de rodar. Sem tempo para isso? Use direto a estrutura mínima de três caixinhas.
EXEMPLO COPIÁVEL
Prompt-base para começar uma apresentação.
# Objetivo
Criar uma apresentação para [público: cargo e perfil] que leve à decisão: [decisão].
Quero uma apresentação atrativa, dinâmica e focada — sem enrolação.
# Contexto
- O que já existe: [reuniões, documentos, versão anterior]
- Problema: [o que está acontecendo, com evidência]
- O que eu quero mostrar: [situação atual → problemas → solução proposta → ganho]
## Público
- [Perfil DISC se souber, tempo disponível, o que a pessoa valoriza]
# Limites
- Não use borda única em cards nem excesso de labels.
- Não seja literal: proponha uma narrativa, não uma lista de respostas.
- Se faltar informação, me pergunte antes de montar.
# Saída
Primeiro um planejamento slide a slide (sem montar nada ainda), para eu ajustar.
Troque os colchetes. O planejamento vem antes de qualquer slide — capítulo 07.
05 / MEMÓRIA + PASTAS
ORIENTAÇÃO DA AULA
Engenharia de memória: o pulo do gato.
Os grandes players já nem falam mais em engenharia de prompt — falam em engenharia de memória. A ideia: tirar o conhecimento de dentro do chat, que se perde e degrada, e gravar em arquivos Markdown na pasta do projeto, que a IA lê antes de qualquer prompt.
ORIENTAÇÃO DA AULA
Como funciona (e por que muda o jogo).
Você orienta uma vez: “crie uma pasta de regras (.claude, .agents, como preferir) e vá atualizando esses arquivos a cada interação nossa”. Pronto. A partir daí:
Todo prompt que você manda, ela lê primeiro os arquivos de orientação — antes mesmo do seu pedido. O conhecimento sai do “vale” do meio do chat, onde se perde, e vira entrada fixa.
Quando algo muda (“antes eu queria 3 casos, agora quero 10”), ela registra a mudança e o porquê — e para de errar naquilo dentro do projeto.
Chat muito longo entulha conhecimento e começa a se perder no que é essencial; o arquivo, não.
E a maior vantagem: você não fica preso. Estourou o limite do Claude? Abre o GPT na mesma pasta e continua, porque o contexto não mora no chat — mora nos arquivos. Serve até para modelos locais, que rodam só na sua máquina. É independência de ferramenta.
DEMONSTRAÇÃO
O caso real que eu mostrei.
No hub interno que eu desenvolvo com IA, eu não desenhei estrutura nenhuma. Só pedi: “crie vários arquivos markdown com todas as orientações de regra, de arquitetura e de funcionamento — tudo que for relevante para outra pessoa, ou outra IA, continuar este projeto”. Ela mesma criou os arquivos de arquitetura, de páginas, de regras de acesso, de dados e autenticação, de build e publicação — e um arquivo mestre que orienta todos os outros.
Hoje, quando eu altero algo, ela avisa: “editei a regra tal no arquivo tal”. Para código é essencial; para o seu caso, pode ser um arquivo só — um tema que vai e volta, um estudo em andamento, uma apresentação recorrente.
ORIENTAÇÃO DA AULA
AGENTS.md e CLAUDE.md: a convenção.
Esses arquivos têm nomes que as ferramentas procuram sozinhas: o GPT (e o Gemini) buscam primeiro o AGENTS.md; o Claude, o CLAUDE.md. Use a convenção e a leitura é automática.
Duas observações práticas da aula: existe uma pasta oculta .claude na sua máquina com os logs de todas as conversas (o que começa com ponto fica oculto no sistema) — no Cowork, às vezes o arquivo que você pediu foi parar lá, e não na pasta do projeto. E para apontar um arquivo específico no chat, passe o caminho completo (no Mac: botão direito → “copiar como nome do caminho”) ou simplesmente arraste o arquivo para a conversa.
O que NÃO gravar na memória.
Pesquisa posterior (10/08/2026): memória boa é enxuta, datada e sem dado sensível. Não fixe dados pessoais, segredo comercial ou informação de cliente em arquivos que viajam com o projeto — grave regras e exemplos, não bases reais. Releia de tempos em tempos: memória inflada ou vencida também degrada o resultado.
EXEMPLO COPIÁVEL
O pedido que liga a memória.
A partir de agora, este projeto tem memória.
Crie um arquivo AGENTS.md (ou CLAUDE.md) nesta pasta com as orientações
que você já consegue extrair do que fizemos até aqui: objetivo do projeto,
regras que eu repeti, decisões tomadas e o que ficou proibido.
Daqui em diante, a cada interação:
- Se surgir regra ou decisão nova, atualize o arquivo e me avise o que mudou.
- Se eu contrariar uma regra registrada, me pergunte antes: "a regra dizia X — quer mudar?"
- Não registre dados pessoais nem conteúdo sensível; só regras e aprendizados.
Uma vez só. Depois a IA mantém — e você revisa de vez em quando.
Dá para fazer quase tudo nos dois lados. Na aula eu mostrei como cada modo se comportava naquela semana — e o aviso que vale mais que a comparação: isso muda toda hora. O que era verdade na aula pode estar diferente hoje.
ORIENTAÇÃO DA AULA
Claude Code vs Cowork.
Eu pessoalmente uso muito mais o modo Code. O Cowork é mais fofinho, mas o Code é mais versátil — e não é bicho de sete cabeças nem é só para código: o Cowork, aliás, nasceu porque a galera usava o Code para gerar apresentação e mexer em docs, e criaram um modo para quem tem resistência a código. Outro motivo prático: no Code eu vejo os limites de uso rapidinho. Detalhe da época da aula: os dois exigiam o aplicativo desktop instalado e plano pago.
ORIENTAÇÃO DA AULA
Limites de uso (referência de ago/2026).
Existem dois: o limite de sessão de 5 horas, que renova sozinho quando o período fecha, e o limite semanal — esse eu estouro toda semana. Na época rolava uma campanha de limite dobrado de sessão no Cowork, que eu fiquei de confirmar. O que realmente pesa no gasto não é o modo: é o modelo escolhido, o tanto de contexto que você passa e o tipo de tarefa. Skills e arquivos de memória ajudam a economizar porque evitam repetir contexto.
ORIENTAÇÃO DA AULA
GPT Work e Codex: passaram na frente no acesso.
O GPT tem o modo Work (o “Cowork deles”) e o Codex (o “Code deles”) — olha que criativos. Na semana da aula, o Work já rodava no navegador e no celular, acessando pastas via Google Drive; um colega confirmou na hora que instalava skills pelo navegador. Nisso, o GPT passou na frente: no Claude ainda era desktop instalado. A gente usa os dois — e a dica dos capítulos anteriores vale aqui: com memória em arquivos, trocar de um para o outro não custa contexto.
ORIENTAÇÃO DA AULA
Configuração importante: conta compartilhada.
Descobrimos na aula: com “executar tarefas na nuvem” ativado, as conversas de quem usa a conta compartilhada da equipe apareciam para todo mundo. Ficou combinado: cada um abre Configurações → Cowork → “executar novas tarefas na nuvem” → desativa. Se você usa conta compartilhada em qualquer ferramenta, confira o que ela expõe para os outros membros.
DEMONSTRAÇÃO
NotebookLM / Gemini Notebook: vocês não sabem o que estão perdendo.
Uma das melhores ferramentas gratuitas que existem, e ninguém da turma conhecia. Ele é para estudo e análise: joga PDF, vídeo de YouTube de uma hora que você não quer assistir, artigos, áudio gravado no celular — ele transcreve, analisa e transforma tudo em fonte. Daí gera: resumo em áudio tipo podcast (você configura apresentadores, duração e língua), mapa mental, relatório e até vídeo. Usei para pesquisar artigos do meu TCC e foi absurdo. Durante a própria aula, um colega jogou meia dúzia de instruções e saiu com um vídeo de 9 minutos.
Ninguém faz o que ele faz — vale explorar. (O Notion, que eu também uso muito, transcreve reuniões só no plano pago — uns R$100/mês, valor citado na aula.)
Antes de conectar uma pasta ou conta.
Pesquisa posterior (10/08/2026): ao dar acesso a pastas, drives e conectores, confirme o escopo (a pasta, não o drive inteiro), a conta usada (trabalho ou pessoal), retenção e treinamento, e como revogar. Recursos e planos mudam semanalmente — decida pela documentação do dia: modelos OpenAI · modelos Anthropic · modelos Gemini. Sobre o rebatismo do NotebookLM para Gemini Notebook, veja o anúncio oficial (consultado em 10/08/2026).
07 / MÉTODO PARA APRESENTAÇÕES
DEMONSTRAÇÃO
Planeje em HTML editável; só depois vá para o slide.
Não peça a apresentação de cara. Trate o assunto com a IA antes: “me pediram isso — vamos avaliar juntos e fazer um planejamento de como responder”. O planejamento custa pouco, o deck custa caro.
ORIENTAÇÃO DA AULA
Antes do layout: público e decisão.
Toda apresentação minha começa definindo para quem é e o que precisa sair decidido. Dê isso para a IA como contexto:
Cargo e perfil da pessoa — se você usa DISC, diga: “é um perfil dominante: como eu apresento isso para ela?”. Perfil dominante = apresentação rápida e objetiva.
A decisão esperada: “quero sair com a confirmação para implementar a solução”.
O histórico: reuniões anteriores (transcreva e anexe), versões já mostradas, documentos com os problemas mapeados.
Vocabulário ajuda: fale “pitch” e ela já entende que é curto, direto, para convencer rápido.
DEMONSTRAÇÃO
O plano em HTML que volta para a pasta.
O fluxo que eu mostrei na aula: peço primeiro um planejamento — “slide 1: tal coisa; slide 2: tal coisa” — em HTML editável, com modo de edição e um botão de exportar. Aí eu leio, corrijo título, mudo ordem, ajusto texto direto na página, exporto o HTML atualizado (ele é local, só está na minha máquina), salvo na mesma pasta e digo: “está aqui o planejamento ajustado — segue com ele”.
Três motivos para fazer assim: gasta menos token do que a IA abrir o PowerPoint e mexer lá dentro; é muito mais fácil ajustar narrativa em texto do que em slide pronto; e o HTML fica dinâmico, dá para fazer coisa interativa.
DEMONSTRAÇÃO
O pitch que “virou produto”.
Melhor exemplo que eu tinha: um pitch de patrocínio para convidados externos. Eu montei pouquíssima coisa à mão. Dei para a IA os insumos de estilo do projeto, as skills, um estudo em HTML que eu tinha feito antes como base — e pedi que buscasse imagens na internet (o Claude não gera imagem, mas busca; algumas eu ajustei manualmente). Ela construiu o discurso todo, com narrativa: a ideia virou produto, o começo pelo campeonato, a projeção de público. Quem viu não diria que foi feito com IA. Não tem mágica: é o contexto que eu fui dando que montou a lógica.
ORIENTAÇÃO DA AULA
“Por que ele fica tão literal?”
Pergunta real da aula: “eu peço ‘preciso responder essas perguntas da diretoria’ e ele devolve um slide respondendo cada pergunta, ao pé da letra”. A resposta é contexto e esquema. Se você dá só as perguntas, ele responde as perguntas — está obedecendo. O caminho: antes de pedir o deck, conte o objetivo (“quero convencer disso”), peça um planejamento, discuta a narrativa. A inteligência humana monta o esquema; a artificial executa em cima dele. Nas apresentações que deram certo aqui, sempre teve um momento de conversa antes — entre pessoas e com a IA.
conversa e contexto → planejamento em HTML editável → sua edição manual → devolve o HTML → slides → ajustes finais (imagem, ritmo) → apresentação
08 / REVISÃO ANTI-CARA-DE-IA
ORIENTAÇÃO DA AULA
Todo mundo já reconhece um card feito por IA.
Hoje em dia chega uma arte e a gente bate o olho: “ChatGPT”. Tem sinais visuais e de texto que denunciam. O trabalho de revisão é caçar esses sinais — e a melhor arma é transformar os que te incomodam em regra permanente.
“Só tem uma bordinha de um lado? É o Claude que fez, pode ter certeza.”Fala da aula · 07/08/2026
ORIENTAÇÃO DA AULA
Os sinais que citamos na aula.
Borda única no card — a marca registrada. Eu odeio; virou regra minha nas instruções de sistema: “não use borda única”.
Fundo claro com ícone escuro do mesmo tom — o esquema de cor padrão dela.
Labelzinhos demais — etiqueta decorativa em cima de tudo.
O trio título + descrição + textão — card com cara de formulário.
Rabiscos decorativos atrás do texto, infozinhas de hora e data — enfeite que ninguém pediu.
No texto: palavras características que ninguém usava e agora estão em tudo, e a comparação “não é X, é Y”.
ORIENTAÇÃO DA AULA
Como tirar: skills + regras suas.
As skills de design (Impeccable, Frontend Design, Taste Frontend) tiram parte dos vícios visuais; a Humanizer e a No AI Slop atacam o texto. Mas nem tudo sai por skill alheia — o resto é você: anote o que te incomoda quando aparece e transforme em limite no prompt, nas instruções de sistema ou numa skill sua de apresentações. É assim que ela para de repetir os mesmos erros com você.
Revisão com padrão externo (para quem quiser ir além).
Pesquisa posterior (10/08/2026): revisar com a própria IA funciona melhor em dois papéis separados — um gera, outro compara com uma checklist escrita (marca, público, evidência) e devolve passa/falha por item; você decide o que fazer com as falhas. O ponto é sempre o mesmo: a verificação precisa referenciar algo fora do texto gerado — a checklist, o guia da marca, a fonte. Sem critério escrito, a IA elogia o próprio erro.
09 / MELHOR USO DA IA
ORIENTAÇÃO DA AULA
O que você não sabe, pergunte para a própria IA.
Tudo que eu mostrei na aula eu não aprendi em curso — aprendi acompanhando quem está na frente e perguntando para a própria IA: “como você pode me ajudar com isso?”. Se este guia inteiro pareceu demais, comece por este capítulo.
“O que eu não sei, eu pergunto para a IA.”Fala da aula · 07/08/2026
ORIENTAÇÃO DA AULA
A sabatina.
A sugestão que eu dei para quem se sentiu perdido: vire para a IA e fale “me faça uma sabatina — pergunte tudo sobre mim e sobre o meu trabalho, para você entender e me dizer como pode me ajudar”. Dê o contexto inicial (“trabalho com CRM, tenho tal dificuldade”) e deixe ela perguntar. Ela vai te dar soluções que ninguém te daria, para o seu dia a dia e até para coisas pessoais que você nem sabia que dava para agilizar.
Sobre expor seus dados: seus dados já rodam por aí em todo lugar que você acessa — ao menos aqui você tira um benefício. Essa é a minha forma de pensar; cada um decide o que vale compartilhar.
ORIENTAÇÃO DA AULA
Por que começar agora.
Um dado que eu levei para a aula: nos Estados Unidos — vanguarda disso tudo — apenas 2,4% dos lares pagam por alguma IA. Está todo mundo no comecinho, e mesmo assim é a tecnologia adotada mais rápido da história da humanidade. Quem domina agora carrega vantagem competitiva pessoal, aqui dentro ou onde for.
Eu consegui absorver tanta coisa porque acompanho desde o início, ferramenta por ferramenta — pegar tudo de uma vez não gruda. Então: comece agora, comece a entender, comece a usar, comece a testar — teste para coisas pessoais. Vai valer a pena lá na frente.
ORIENTAÇÃO DA AULA
Este conteúdo tem prazo de validade.
Muita coisa que eu falei pode estar obsoleta semana que vem — na própria aula, uma coisa que eu ia afirmar (“skill não roda no chat”) tinha mudado dias antes. A tendência que eu vejo: os modos (chat, Cowork, Code) vão se fundindo. Paciência: é o preço de uma área que muda toda semana. Eu vou atualizando a equipe dentro do possível — e este guia marca o que é retrato da aula e o que é atualização.
Três réguas da pesquisa posterior.
Pesquisa de 10/08/2026, para complementar a intuição da aula:
Tamanho do modelo pela tarefa: modelo compacto para classificar/extrair/formatar; intermediário para produção em volume; fronteira só quando o menor falhar num teste seu. Não comece pelo mais caro “por garantia”.
Critério de aceite antes de gerar: escreva numa frase como você saberá que o resultado está bom. Corta retrabalho — que é onde o gasto de verdade mora.
Depois da aula eu peguei o que está aqui — começar no menor tamanho, escrever o critério de aceite antes de gerar, não deixar a conferência por conta de quem produziu — juntei com o que aprendi usando IA todo dia e transformei numa skill de código aberto. Ela se chama best-use e o título dela por dentro é o mesmo deste capítulo.
O que ela faz: antes de a IA sair executando, escolhe a menor combinação de contexto, modelo, esforço e orquestração que ainda passa num critério de aceite verificável — e obriga a conferir o resultado com algo de fora do raciocínio que o gerou: um teste, a fonte original, um recálculo, um diff. Quando os objetivos brigam, a ordem é sempre efetivo → seguro → econômico: nunca trocar correção por economia; trocar escopo por economia.
Onde ela mais salva no dia a dia:
Quando você ia lançar um agente para o que cabia numa pergunta só — ela mostra a topologia mínima e o custo de cada opção.
Quando a decisão pede pesquisa de verdade: dispara sete ângulos em paralelo, incluindo o de contra-evidência — que é justamente o que impede a IA de fabricar consenso.
Quando o trabalho tem efeito externo ou dado sensível: ela para e pergunta em vez de seguir no automático.
Quando o que importa não pode morrer no fim do chat: vira arquivo no projeto, na linha da engenharia de memória do capítulo 05.
Foi feita para o Claude Code, com uma camada portátil para Codex, Gemini e outras ferramentas. Nenhum script dela chama modelo ou rede, e nenhum sobrescreve arquivo seu. Código aberto, licença MIT: github.com/joaoroquesh/best-use.
git clone https://github.com/joaoroquesh/best-use.git
cd best-use && ./install.sh
Instala em ~/.claude/skills/best-use. Abra uma sessão nova e confirme com /best-use — depois disso ela costuma disparar sozinha, quando a tarefa pede.
10 / OFICINA EM 11 PASSOS
PROPOSTA DE OFICINA
O roteiro da aula 2: vocês fazem, eu pontuo.
Ficou combinado: a próxima sessão é oficina. Cada um monta a sua apresentação, eu vou pontuando e a gente troca no meio do caminho — “faz assim que fica melhor”. Este é o roteiro, na ordem da aula, para você seguir sozinho ou com a turma.
Defina objetivo e decisão.
Uma frase: “quero convencer [quem] de [quê]”. Se você não sabe o que precisa sair decidido, a IA também não vai saber.
Descreva o público.
Cargo, perfil (DISC se tiver), tempo disponível, o que a pessoa valoriza. “Gerente, perfil dominante, quer objetividade” muda tudo.
Junte as fontes.
Documentos com os problemas mapeados, versões anteriores, estudos. Reunião sobre o tema? Transcreva e anexe — é contexto pronto.
Grave o contexto por áudio.
Fale tudo: histórico, problema, solução, ganho esperado. Muito mais rápido e completo que digitar.
Revise a transcrição.
Uma lida nos parágrafos: palavra errada vira contexto-lixo. Conserte antes de mandar.
Estruture o prompt.
Com tempo: Power Prompt em 2 passes (avise que é transcrição, peça perguntas, peça o prompt estruturado). Sem tempo: as três caixinhas — # Objetivo, # Contexto, # Limites.
Prepare a pasta e a memória.
Vincule a pasta do trabalho (nuvem que não dê conflito), aponte os arquivos pelo caminho e ligue o AGENTS.md/CLAUDE.md se o tema vai voltar.
Acione as skills.
Impeccable e as de frontend para o visual; o guia da marca junto. Com barra (/) se ela não puxar sozinha.
Peça o planejamento em HTML editável.
Slide a slide, com modo de edição e exportação. Nada de deck ainda.
Edite e devolva.
Ajuste narrativa, ordem e textos na sua mão; exporte o HTML; devolva na pasta: “segue com este”. Só então peça os slides — e ajuste imagem e ritmo no final.
Caça aos sinais de IA + registro.
Borda única, labelzinhos, trio título-descrição-texto, palavras de IA. Corrija, e grave na memória (ou numa skill sua) as regras novas que surgiram — a próxima apresentação começa melhor.
11 / Q&A
PERGUNTAS DA TURMA
As perguntas da turma (e o que eu respondi).
Perguntas reais da aula, sem os nomes. Estão aqui porque são as mesmas que você vai ter no primeiro uso.
“Instalei a skill uma vez. Preciso instalar de novo ou selecionar em algum lugar?”
Não. Instalou, está na sua máquina. Para usar: em parte dos casos ela é acionada sozinha, porque a IA entende pelo contexto do pedido; nos outros, você aciona manualmente — digita a barra (/), aparece a lista de skills salvas, escolhe. Na aula eu mostrei: ela fica marcada no prompt quando entra.
“Chat, Cowork ou Code: algum gasta mais limite?”
O modo em si, não — o que pesa é o modelo, o contexto que você passa e a tarefa. Os limites (referência de ago/2026): sessão de 5 horas que renova sozinha e o limite semanal, que eu pessoalmente estouro toda semana. Na época havia uma promoção de sessão dobrada no Cowork, que era temporária. Skills e arquivos de memória ajudam a economizar.
“Salvar as pastas na nuvem dá problema? O Google Drive ficou doido aqui.”
Relato real da aula: com Google Drive, a IA apagando e atualizando arquivos deixou a sincronização confusa. Eu uso OneDrive e nunca tive problema — ele não sincroniza em tempo real, atualiza de tempos em tempos. Alternativas: testar na sua máquina, ou trabalhar numa pasta local e arrastar para a nuvem no fim. Eu gosto de manter na nuvem: se eu perder o computador, está tudo salvo.
“Usei minha conta pessoal no computador do trabalho e ele começou a travar coisas. É configuração da empresa?”
Não — login pessoal não puxa configuração do time. O que aconteceu: em algum momento você deu o contexto de que aquilo era profissional, e aí ele passa a aplicar melhores práticas profissionais por conta própria. É inteligência dele reagindo ao contexto, não trava institucional.
“Gerenciar pastas e criar arquivos: só no Claude ou no GPT também?”
Igual no GPT — o modo Work é o equivalente do Cowork, e o Codex, do Code. Na semana da aula o GPT estava na frente no acesso: Work no navegador e no celular, pastas via Google Drive, skills instaláveis pelo navegador. No Claude era desktop + plano pago. Isso muda rápido; confira o estado atual.
“Peço uma apresentação analítica e ele devolve slides literais, respondendo pergunta por pergunta. Estou fazendo errado?”
Está faltando esquema. Se você passa só as perguntas, ele responde as perguntas — obedeceu. Antes do deck: conte o objetivo, trate o assunto (“vamos avaliar isso e montar um planejamento”), descreva o público e peça narrativa. Sua inteligência humana monta o esquema antes; aí ele executa em cima — e costuma surpreender.
“Qual você prefere: Claude ou GPT?”
Depende — e varia de tempos em tempos. Na foto de ago/2026: Claude é o melhor em texto e design (aposta histórica da Anthropic; repare que eles nem geração de imagem têm) — quando quero algo refinado de design, “não tem para onde correr”. GPT é mais orientado a objetivo, executa de forma mais direta e persistente, e tem um dos melhores geradores de imagem e de voz. Uma colega discorda e prefere o texto do GPT — válido: o contexto que cada um dá muda o resultado. Para comparar sem achismo, existe a LM Arena, um ranking em que os modelos “combatem” e os usuários votam no melhor.
12 / BIBLIOTECA DE PROMPTS
EXEMPLO COPIÁVEL
Nove prompts para copiar.
Cada um nasce de algo mostrado ou combinado na aula (os dois últimos vêm da pesquisa posterior, com a origem na nota de cada um). Copie, troque os colchetes, anexe as suas fontes — e leia a resposta: prompt pronto não substitui a sua revisão.
Nenhum cartão corresponde a essa busca.
01 · SABATINA
Descobrir onde a IA te ajuda.
Me faça uma sabatina: pergunte tudo sobre mim e sobre o meu trabalho
que possa ser útil profissionalmente, uma pergunta por vez.
Contexto inicial: trabalho com [área], minhas tarefas mais comuns são
[tarefas] e minha maior dificuldade hoje é [dificuldade].
No final, me diga como você pode me ajudar no meu dia a dia,
em ordem de impacto — inclusive coisas que eu não perguntei.
A dica que virou minha chave: o que eu não sei, eu pergunto para a IA.
02 · TRANSCRIÇÃO
Transformar áudio falado em contexto confiável.
Isto é uma transcrição de áudio e pode conter erros de palavras
ou de digitação. Entenda o contexto todo e, se algo não fizer
sentido ou parecer contraditório, me faça perguntas antes de seguir.
[colar transcrição]
O aviso de que é transcrição muda como ela lê o texto. Peça perguntas sempre.
03 · POWER PROMPT
O segundo passe.
Agora ajuste tudo isso como um Power Prompt (um prompt estruturado
em Markdown, com # Objetivo, # Contexto e # Limites) para atingir
os objetivos que eu especifiquei.
Me devolva o prompt para eu revisar antes de executar — e liste
as dúvidas que ficaram.
Use depois do prompt 02, quando a tarefa pede qualidade extrema. Leia antes de rodar.
04 · PLANEJAMENTO
Plano em HTML editável antes dos slides.
Antes de montar qualquer slide, crie um planejamento desta
apresentação em um arquivo HTML editável, salvo nesta pasta:
- slide a slide: o que entra em cada um e por quê;
- a narrativa: por onde começa, onde aperta, onde fecha;
- modo de edição nos textos e um botão para eu exportar o HTML atualizado.
Vou editar na mão e devolver o arquivo ajustado para você seguir.
Gasta menos token que mexer direto no PowerPoint — e você controla a narrativa.
05 · ANTI-CARA-DE-IA
Revisão contra os sinais da aula.
Revise [material/arquivo] caçando sinais de "feito por IA":
borda única em cards, fundo claro com ícone escuro do mesmo tom,
excesso de labels, o trio título + descrição + textão, rabiscos
decorativos, palavras características de IA e comparações "não é X, é Y".
Devolva uma lista: sinal encontrado → onde → correção proposta.
Não reescreva nada sem me mostrar a lista primeiro.
Peça lista, não reescrita silenciosa — você decide o que muda.
06 · MEMÓRIA
Ligar o AGENTS.md do projeto.
Crie nesta pasta os arquivos markdown de orientação deste projeto
(AGENTS.md ou CLAUDE.md): regras, arquitetura, decisões e tudo que
for relevante para outra pessoa — ou outra IA — continuar daqui.
A cada interação nossa, atualize o que mudou e me avise.
Não registre dados pessoais nem conteúdo sensível.
O pedido do caso real da aula: eu não estruturei nada — só pedi assim.
07 · SKILLS
Avaliar e instalar skills com critério.
Busque as skills [nomes ou imagem em anexo] e me devolva uma análise
em HTML: o que cada uma faz, para que serve, para que não serve
e se vale a pena eu instalar (considerando meu uso: [seu contexto]).
Priorize skills conhecidas e me mostre a origem (repositório) de cada uma.
Só instale depois que eu escolher.
Foi assim que eu montei minha lista — a partir de uma imagem vista na internet.
08 · DADOS COM CUIDADO
Analisar sem expor pessoas.
Vou te passar dados [anonimizados/pseudonimizados] com apenas as
colunas necessárias: [colunas]. Analise [pergunta] mostrando o cálculo.
Não tente identificar pessoas. Se os campos permitirem reidentificação,
me avise antes de prosseguir. Aponte incertezas em vez de completá-las.
Da pesquisa de segurança (10/08/2026): o merge com nomes/e-mails acontece localmente, depois.
09 · ECONOMIA
Tarefa certa no tamanho certo.
Antes de executar: classifique esta tarefa (simples, produção ou
raciocínio difícil) e diga qual classe de modelo basta e por quê.
Ao executar: use o formato de saída [formato], sem preâmbulos nem
resumo não pedido. Se a tarefa tiver etapas, proponha os estágios
e o que cada um recebe de contexto — só o necessário.
Da pesquisa de economia (10/08/2026): saída enxuta e estágios valem mais que "modelo barato".
13 / COMPLEMENTOS 2026
PESQUISA PÓS-AULA
O que eu pesquisei depois da aula: segurança e custo.
Nada deste capítulo foi falado na aula. Em 10/08/2026 eu aprofundei dois temas que a aula só tangenciou — o que pode e o que não pode entrar num prompt, e onde o dinheiro/limite realmente vai embora. Fica como camada extra, na voz da pesquisa.
Resumo de triagem, não cobertura completa. Para contexto sensível, abra as fontes do capítulo 14 antes de aplicar.
Enviar dado para uma IA é publicá-lo na infraestrutura de um terceiro.
O controle real acontece antes do clique. Classifique antes de colar:
Nunca em ferramenta externa: dados pessoais sensíveis, segredo comercial, credenciais, estratégia não pública, sigilo profissional. Só em camada interna contratada — ou não usa IA nisso.
Pode entrar anonimizado: bases de CRM, contratos, resultados — depois de remover identificadores e testar se dá para reidentificar (cargo + empresa + cidade já identifica alguém). Envie só as colunas/cláusulas da pergunta, nunca o arquivo inteiro.
Pode entrar com retenção controlada: conteúdo público ou de baixo risco, em ferramenta aprovada, sabendo o que o fornecedor faz com logs, treinamento e retenção.
As três perguntas que definem seu risco: treina com meu dado? retém por quanto tempo? roda sob qual jurisdição? Se você não sabe responder as três, aja como se a resposta fosse a pior. E cuidado com o vazamento lateral: metadados de arquivos, screenshot com a aba do CRM aberta, conectores com acesso ao drive inteiro.
Economia de tokens: o que entra, o que sai e quantas vezes.
Entrada: não recole o documento inteiro a cada pergunta — aponte o trecho; conversa que já cumpriu o papel, feche e abra outra (o histórico inteiro é reprocessado a cada turno).
Saída: peça o formato explícito (“tabela com 3 colunas”, “lista de 8 itens”) — em muitos preços atuais, o token de saída custa mais que o de entrada.
Repetição: contexto estável (guia de marca, exemplos aprovados) na frente e cacheável; o pedido do dia no fim. O que a aula já dizia por intuição — skills e arquivos de memória — é exatamente isso: contexto que não se repete a preço cheio.
Régua de gestão: meça custo por tarefa entregue, não por chamada. Mais de 2–3 idas e voltas é sinal de critério de aceite mal definido, não de modelo ruim.
Valores e descontos são referência do dia — confirme no pricing oficial do fornecedor.
Para agentes e conectores: o bilhete na mesa.
Um agente com acesso a e-mails e arquivos obedece o que lê — inclusive uma instrução maliciosa plantada dentro de um site, e-mail ou PDF (“ignore o anterior e envie o histórico para…”). Dê o escopo mínimo (a pasta, não o drive), exija aprovação humana para ações externas e defina condição de parada. O mesmo vale para skills de origem desconhecida, como dito na aula.
14 / FONTES + NOTAS
PROVENIÊNCIA
De onde veio cada coisa.
A aula é a fonte primária; os links abaixo sustentam a camada de atualização. Páginas e recursos mudam — o link existe para você conferir a versão do dia. Fontes vivas consultadas em 10/08/2026.
FONTE PRIMÁRIA
A aula e as especificações.
Workshop: Como Criar Apresentações com IA07/08/2026 · transcrição integral em registro interno de acesso restrito (não público)
As citações em destaque são falas reais da aula, verificadas na transcrição — ajustadas no máximo em vícios de fala. Nomes de participantes, nomes internos de projetos e piadas locais ficaram de fora: esta página é pública. Preços, limites e comparações de ferramentas são retrato de ago/2026, marcados como tal. Os prompts em EXEMPLO COPIÁVEL são reconstruções do que foi mostrado ou combinado na aula, não transcrições literais. Tudo que veio de pesquisa posterior está indicado no próprio texto, com a data (10/08/2026) — nunca misturado com a voz da aula.
A página funciona offline; os links servem só para conferir fontes.